O último post do blog, escrito há mais de uma semana, começou com um pedido de tempo para absorver o que havia se passado em Curitiba na última rodada do Brasileirão 2009. O jogo era Coritiba 1x1 Fluminense: Coxa na segunda divisão, Fluminense livre do rebaixamento.
Nesta terça à noite, o STJD puniu o clube com a perda de mando de campo em 30 partidas e aplicação de multa de R$ 610 mil.
Pouco, não é. O problema é que, obviamente, o Coritiba entrará com recurso. Aí é que será a hora de este tribunal confuso (preferimos ingenuamente acreditar que assim deva ser qualificada sua grande falha) provar sua valia. Antes terminassem aí todas as nossas preocupações.
Durante estes dias, li e ouvi e vi muita gente boa frisando o quão significativo é este momento no sentido de que ações afiadas, consequência da guerra no Couto Pereira, poderiam marcar uma mudança geral de postura no futebol brasileiro.
O problema é maior: por aqui, mortos e feridos fazem com que muita gente -- supostos torcedores inclusos -- simplesmente dê de ombros. E é isto o que mais dá desgosto. É difícil crer que algo do tipo jamais volte a acontecer, seja a pena do Coritiba cumprida da forma que foi estipulada nesta terça ou paga em cestas básicas, serviços comunitários, etc.
Nossas questões culturais mal resolvidas são profundas demais, densas demais para serem descompostas e reconstruídas pelas decisões de um tribunal de credibilidade capenga.
PS: O funcionário do departamento de Marketing do Coxa, Osvaldo Dietrich, foi punido com dois anos de afastamento do futebol. O dano causado por ele -- e tantos outros do mesmo tipo que estavam naquele campo -- foi mais social do que futebolístico. Ser punido na esfera desportiva é pouco, muito pouco.
Comments [1]