Vettel bicampeão e o que resta da temporada 2011
Post publicado originalmente no Blog da Vanessa Ruiz
Vettel
Podia começar esse texto lembrando a primeira vez que vi Sebastian Vettel fora da pista, numa festa de fim de temporada em que Nico Rosberg era o pote de gel em pessoa e Vettel tinha cabelo desgrenhado, e vestia a mesma camisa xadrez por cima da mesma camiseta e a mesma calça jeans que usava pra chegar ao autódromo no início dos dias de trabalho.
Talvez fosse o caso de citar também a primeira vez em que participei de uma coletiva de imprensa com ele e quão pouco afetado soava. Não tinha o charme full-time de Jenson Button, a arrogância de Fernando Alonso ou o ar de vítima de Mark Webber. Piadista, na dele e totalmente "alemão" -- se levarmos em conta o lado do perfil cultural germânico que tanto valoriza precisão e planejamento.
Diz a "regra" (regra?), no entanto, que o que Vettel é como pessoa pouco deveria nos interessar como analistas técnicos da Fórmula 1. Mas estamos todos carecas de saber que essa cisão é inviável. Além do talento que nem precisamos mencionar de tão destacado, Vettel se torna praticamente inquestionável porque sua personalidade não incomoda nem provoca, ela atrai.