Um erro, outro erro e mais um erro
A imagem é esta:
Uma crítica ao comportamento de Narciso, técnico do Santos na Copa SP de Futebol Júnior, já foi sucintamente bem feita aqui. Incontáveis foram as reclamações, justas, a meu ver, sobre o lance em que o goleiro do São Paulo devia ter sido expulso -- pior: ele ficou e defendeu três cobranças na disputa de pênalti. Sendo assim, gasto as próximas poucas linhas para falar sobre a presença da Polícia Militar em campo.
Não me importa que venham aqui dizer que "no país xis, lindo e organizado, é assim". Em nenhum lugar a PM deveria ser responsável por cuidar da segurança de um árbitro de futebol durante uma partida. Muito menos por aqui, onde as corporações têm um déficit visível de treinamento para diferentes tipos de situação. É claro que Narciso errou, é claro que deu mau exemplo e que não podia ter colocado o dedo na cara do juiz (tanto que o péssimo desempenho do Santos nas cobranças certamente está ligado ao stress causado pela situação), mas também é óbvio que o policial em questão teve um "espasmo de dever": chegou atrasado e foi com tudo pra cima do treinador. Foi uma bola de neve de cenas bizarras.
ALIÁS... Os campos, no Brasil, são um caos. Enquanto a tradicional Jovem Pan coloca anúncios nos jornais paulistas exigindo que o trabalho dos repórteres seja liberado dentro das quatro linhas, não tenho o menor pudor em defender que uma zona mista organizada traria resultados mais úteis e bem menos clichês aos ouvidos do público (seleção brasileira não chega a ser parâmetro porque o caos é quadruplicado). No campo, para cada declaração que acrescenta algo, há pelo menos quatro: "Faltou o gol", independentemente do que você pergunte, o que é pior. Bom, também não sei se o número de pessoas preocupadas com conteúdo é tão grande assim. Esporte é entretenimento, mas não custa nada proporcionar boa informação também. Alguma outra sugestão?