Há alguns dias, pouco antes do GP da Hungria, parei para reler posts antigos, do início da temporada da Fórmula 1. Até a sétima etapa, eram seis vitórias de Jenson Button e apenas uma de outro competidor, Sebastian Vettel (Red Bull). Era natural que as análises dessem conta de um campeonato praticamente decidido, com Button disparado na ponta.
Na oitava etapa, cujo resultado foi retratado da forma acima por Bruno Mantovani, Vettel subiu de novo no topo para fazer crer que as coisas podiam realmente ser diferentes. Naquela corrida, o nome de Button não foi apagado do primeiro lugar, mas do pódio: era a primeira vez em que ele não ficava entre os três primeiros. E desde então, Button não venceu mais: na Alemanha, deu Mark Webber (Red Bull) e na Hungria, um surpreendente Lewis Hamilton (McLaren) e seu MP4-24, o primeiro piloto que usa KERS a vencer nesta temporada.
Nesta semana, tudo o que se quer saber, é claro, é sobre o estado de saúde de Felipe Massa. O ferrarista brasileiro está bem, enxerga, fala para alívio de todos -- somos jornalistas e somos gente também, estamos incluídos neste "todos"; reportamos mas, por dentro, torcemos; se não o fizessemos, arriscaria dizer que teríamos perdido parte de nossa condição humana. Já a vaga que será aberta por sua ausência em Valência pode ser ocupada por Luca Badoer ou Marc Gené, pilotos de teste da Ferrari, e até por Fernando Alonso, quem sabe? Especulações não faltam. (Agora são 14h e parece que o empresário de Michael Schumacher voltou atrás na negativa, ou seja, o hepta volta a ser candidato.)
Enquanto Felipe se recupera com tranquilidade, continuemos pensando no que foi feito da temporada 2009. Ela tinha tudo para tornar-se desinteressante, principalmente para aqueles que não são tão aficionados assim por Fórmula 1. A Red Bull foi a primeira a ameaçar a Brawn: no mundial de construtores, agora, são só 15,5 os pontos que as separam. No de pilotos, a vantagem de Button caiu: são 18,5 pontos para o segundo colocado Mark Webber.
No entanto, sem delongas, o mais surpreendente foi o salto de McLaren e Ferrari: sinal muito claro de que, na Fórmula 1, pouca coisa resiste ao tempo de que tem dinheiro.
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