ENTRELACE v2.0 por Vanessa Ruiz

um espaço para falar do mundo real juntando coisa com coisa, colocando os dedos uns entre os outros 
Filed under

Orkut

 

Bancos monitoram redes sociais

Nos últimos tempos, alguns bancos começaram a se dedicar a entender o que é dito sobre eles nas redes sociais. O Orkut e o Twitter são os principais alvos do monitoramento porque são os que têm maior penetração entre o público brasileiro, principalmente no caso do primeiro. A maioria dos usuários do Twitter, sabe-se, passa boa parte do tempo calados observando o que postam jornalistas, celebridades, esportistas, etc, que invariavelmente criticam problemas que têm com serviços. Para piorar, os tais "calados", quando resolvem piar, é geralmente para reclamar.

O último relatório de um destes bancos, sobre os três grandes do Brasil na penúltima semana de 2010, revela o que segue.

No Twitter:
  - Banco do Brasil teve mais comentários positivos que negativos. 
    Destaques: propaganda de fim de ano, lançamento de ADRs (o "American Depositary Receipt" permite que investidores americandos comprem parte de empresas estrangeiras).
  - Bradesco foi mais elogiado que criticado, mas numa proporção menor. 
    Destaques: árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, patrocínio ao Jogo das Estrelas.
  - Itaú sofreu mais de 50% de críticas em posts que se referiam ao banco. 
    Destaques: o locutor/apresentador Silvio Luiz reclamando das taxas cobradas pelo Itaú, escritora Glória Peres twittando assalto em agência em Copacabana.

No Orkut, a comunidade analisada cujos dados foram divulgados para os funcionários foi justamente aquela que agrega a classe. Os tópicos mais movimentados dizem respeito à unificação do Banco do Brasil com a Nossa Caixa e as consequências que isto pode ter no trabalho e nas remunerações.

O intuito, aqui, não é utilizar os dados para qualquer tipo de comparação de mercado. Eles servem para ilustrar uma tendência irreversível: a da influência das redes sociais na imagem de grandes, médias, pequenas e minúsculas, que sejam, corporações.

Um ou outro banco já percebeu e é o que o relatório mostra. O desafio e próximo passo é o que fazer com estas informações. De que adianta saber o que é dito e nada fazer para melhorar o atendimento?

O Ponto Frio, por exemplo, andou caçando e oferecendo suporte a consumidores rebeldes no Twitter e ganhou aplausos. A TAM e a Vivo, gigantes nacionais, são apenas alguns daquelas que insistem em ignorar as redes. Ainda há poucos estudos que consolidam números, mas não é preciso. A influência das redes sociais é tátil, é visível. E quem insiste em ignorá-las, a cada minuto que passa, perde.

   

Filed under  //   Internet   Orkut   Redes Sociais   Twitter  

Comments [4]