Nunca no carro, nunca na cozinha
Ok, não vai dar mesmo pra relatar tudo, o dia começa cedo. Vamos então com alguns relances para concordar, discordar, pensar (qualquer coisa, menos ignorar). O que eu vou delicadamente jogar a esmo aí embaixo está diretamente ligado à questão dos limites do uso da tecnologia em se tratando de relacionamento consigo e com os outros. São aqueles sinais de alerta, o que não quer dizer que este seja o tom do encontro como um todo. É simplesmente parte do que foi abordado nas mesas de diálogo de hoje e que me vem à mente agora.
CONTEXTO: "Posso ver uma foto do monte Kilimanjaro na internet e isso é ótimo! Mas, se por ter visto as fotos, eu saciar meu desejo de ir até lá, então eu perco a possibilidade de ter consciência (ciência - saber/conhecer // consciência - saber/conhecer bem). É preciso viver a experiência para ter total consciência." Paráfrase de algo dito hoje por Mark Nepo, poeta.
Sugestão: Descreva um aspecto da sua vida no qual você está sendo chamado a mergulhar e que você está apenas observando. Sem julgamentos, explore o porquê de só estar observando e no que você precisa 'entrar completamente' em sua vida.
CONTEXTO: Por que esperamos mais da tecnologia do que uns dos outros? Subtítulo do livro "Alone Together", Sherry Turkle, professora do MIT.
Estalo: A tecnologia (do dia-a-dia, principalmente smartphones) vem sendo usada em muitos momentos como um escape de situações em que nos sentimos desconfortáveis. Nesses e/ou em outros casos, torna-se escassa a atenção dada ao outro enquanto fisicamente juntos.
Regras da casa: Nunca no carro, nunca na cozinha.