A BMW seguirá os passos da Honda e deixará a categoria ao fim da temporada. Foi, ao menos, mais nobre ao comunicar seus planos com antecedência e não pegar ninguém desprevenido.
No mesmo dia em que um alemão anunciou sua saída, outro confirmou seu retorno, ainda que temporário. Michael Schumacher correrá pela Ferrari em Valência na vaga aberta por Felipe Massa, que seguirá se recuperando do acidente sofrido na Hungria.
Sendo assim, nós já podemos imaginar como deve ser o grid ideal do GP da Europa.
1. De maneira nenhuma o heptacampeão pode largar na pole! A "Corrida Maluca" está aí pra dar as dicas de como atrapalhar a Ferrari. Encher o tanque dele sem ninguém ver, entre o livre e o classificatório, é uma opção bem simples e viável. Trocar a mamadeira do Schumi com a do Kimi é outra interessante.
2. Para que haja pegas dos quais sentimos tanta falta nos últimos tempos, Schumi tem que largar, no mínimo, na segunda fila. Há quem fale até em terceira -- Rodrigo França, por exemplo, deu logo um quinto posto para o alemão.
3. A pole tem que ser de novo do Alonso: é o único que pode fazê-lo com um carro que não oferece a menor condição de conseguir algo decente na corrida. Carro meia-boca + competência do Alonso = mais chances de pegas lá na frente. Por isso, FIA, minha cara, "free Renault now".
4. Entre Alonso e Schumacher, pelo menos um Vettel e um Button. De preferência, que a Brawn -- hoje, mais fraca -- complete a primeira fila. Se um Webber ou um empolgado Lewis Hamilton quiserem se enfiar aí no meio, que fiquem à vontade.
5. Não, não e não: Schumacher NÃO pode quebrar em hipótese alguma. Nem a Ferrari pode esquecer mangueiras de abastecimento conectadas ao carro do alemão ou coisas do tipo.
Se considerarmos que falamos da temporada 2009 de Fórmula 1, cheia de tumultos e imprevistos, nas pistas ou nos bastidores, nada é tão impossível assim. Algum palpite?
ATUALIZAÇÃO às 18h20: Estava lendo este post no Blog do Capelli e fiquei com vontade de acrescentar o seguinte em relação à BMW: vão tarde as montadoras que não têm vínculo algum, a não ser o comercial, com a Fórmula 1. Não critico a BMW. Se a F1 é nada mais que um braço dos negócios do grupo, que ela se mande logo, então. E se mandou.
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