Twittando pelo celular, saindo da entrevista coletiva de Mano Menezes no Maracanã (Flamengo 1x0 Corinthians), disse que postaria algo sobre a toalha jogada pelo treinador no que diz respeito à conquista do Campeonato Brasileiro. Foi a primeira vez que Mano falou claramente, sem rodeios, algo do tipo "com este time, não dá". O assunto começa a 1'55''.
Aos 2'32'', ele diz que "nós falamos em título quando terminou a Copa do Brasil, com aquele time era possível brigar pelo título. Com esse, não é mais possível brigar pelo título". A chateação é visível, cada vez mais impossível de esconder. Depois de uma temporada e meia de sucesso e títulos, o Corinthians de Mano entra na fase decadente.
Só esteve uma vez no grupos dos quatro primeiros colocados, após a décima-terceira rodada. O problema é que isto não serve de nada. Conquistada a vaga para a Libertadores com o título da Copa do Brasil, o único objetivo no Brasileirão deveria ser o topo. E já não é mais. O que pode fazer o Corinthians sem os reforços dos quais precisa? Passar o segundo turno no limbo, sem meta alguma? Melancólico, no mínimo, para uma equipe que tinha muito para conquistar a tríplice coroa.
Diz-se que todo império passa pelos períodos de surgimento, ascensão, auge e queda. O Corinthians está em baixa e, por incrível que pareça, Ronaldo -- aquele que podia ter sido o desagregador pelo alto salário e condições peculiares de contrato -- é a ausência mais sentida. Internamente, fala-se que o time perdeu um pouco do brilho, do ânimo sem o Fenômeno no vestiário. Ele vinha sendo o grande responsável por gerar indignação nos outros jogadores com os maus resultados, por cobrar, orientar.
Vai demorar para que ele volte, bons reforços podem não chegar e vejamos até onde vai a paciência de Mano Menezes. Quanto à instituição Corinthians e o paralelo com o ciclo de um império, a palavra-chave é justamente esta: ciclo. Nada dura para sempre para o bem ou para o mal.
E como jornalista adora um crédito ;), para encerrar, conto para vocês que as perguntas da coletiva que estão no vídeo foram feitas por Vinícius Nicoletti (ESPN/Brasil), Marco Bello (Transamérica), eu mesma e Flávio Ortega (Eldorado/ESPN).