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A Ferrari se rebela: "Nós queremos um capítulo final diferente"

Maranello, 4 November 2009 - It seems like a parody of Agatha Christie's "Ten Little Indians", published in England for the first time in the year 1939, but reality is much more serious. Formula 1 continues loosing important parts: over the last 12 months Honda, BMW, Bridgestone and this morning Toyota announced their retirements. In exchange, if one could call it that, Manor, Lotus (because of the team of Colin Chapman, Jim Clark and Ayrton Senna, to name a few, there is hardly more than the name), USF1 and Campos Meta arrived. You might say "same-same", because it is enough if there are participants. But that's not entirely true and then we've got to see if next year we'll be really as many in Bahrain for the first starting grid of the 2010 season and how many will make it to the end of the season.

In reality the steady trickle of desertion is more the result of a war against the big car manufacturers by those who managed the sport, than the effects of the economical that affected Formula 1 over the last years. In Christie's detective novel the guilty person is only discovered when everybody else is dead, one after the other. Do we want to wait until this happens or should we write Formula 1's book with a different closing chapter?

O anúncio da saída da Toyota da Fórmula 1 era possível já há algum tempo, mas não totalmente esperado, ainda mais com a descoberta de um piloto talentoso como Kamui Kobayashi nas últimas etapas do campeonato.

As duas debandadas na mesma semana, de Bridgestone na segunda-feira e Toyota hoje, parecem ter despertado a ira e aberto a boca da Ferrari, mais tradicional equipe da Fórmula 1 e, ao mesmo tempo, também da turma das montadoras*.

Em seu site, a equipe publicou um texto ácido alfinetando a entrada dos times independentes (e pequenos) no ano que vem; dizendo que falar em crise financeira como motivo de abandono é balela, etc

Segue a tradução:


"Parece uma paródia de 'Ten Little Indians', de Agatha Christie, publicado na Inglaterra pela primeira vez em 1939, mas a realidade é muito mais séria. A Fórmula 1 continua perdendo partes importantes: nos últimos 12 meses, Honda, BMW, Bridgestone e, nesta manhã, a Toyota anunciaram sua saída. Em troca, se é que alguém poderia se referir desta forma, Manor, Lotus (porque do time de Colin Chapman, Jim Clark e Ayrton Senna, para nomear alguns, só sobrou o nome), USF1 e Campos Meta chegaram. Você pode dizer 'dá na mesma', porque é suficiente que haja participantes. Mas isto não é inteiramente verdade e então nós temos que ver se no ano que vem nós teremos realmente tantas equipes no Bahrein para o primeiro grid da temporada 2010 e quantos chegarão ao final da temporada.

Na verdade, o constante gotejamento de abandonos é mais resultado da guerra contra os grande fabricantes de carros travada por aqueles que administram o esporte do que pelos efeitos da [crise] econômica que afeta a Fórmula 1 nos últimos anos. Na novela policial de Christie, o culpado só é descoberto quando todos os outros já estão mortos, um a um. Nós queremos esperar até que isto aconteça ou devemos escrever o livro da Fórmula 1 com um capítulo final diferente?"

*ATUALIZAÇÃO EM 05/nov: A Ferrari é, de fato, vinculada a uma montadora (Fiat), mas considero um equívoco colocá-la no mesmo saco de Honda, BMW, Toyota, Renault simplesmente porque é a equipe que participou de todos as temporadas de F1 desde 1950 e sua história no automobilismo começa muito antes disso.

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