ENTRELACE v2.0 por Vanessa Ruiz

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USF1 provê a "grande novidade" da noite

A nota da USF1 só foi divulgada às 19h EST, ou seja, às 22h no horário daqui (de verão e de Brasília), mas há algum tempo era aguardada a confirmação do "Pechito" como o primeiro piloto a ter assento no time americano que estreia na Fórmula 1.

Direto da base de Charlotte, na Carolina do Norte, foi divulgado um texto que faz questão de frisar o quão importante é a herança argentina no automobilismo e que cita o nome (sagrado) de Juan Manuel Fangio logo no primeiro parágrafo. Melhor ir com calma.

"Assegurar 'Pechito' Lopez em nossa temporada de estreia era uma meta que tivemos por muito tempo", diz Peter Windsor, vice-presidente executivo da equipe. E por aí vai, citando características como "liderança nata" e "profissional pronto" para descrever Lopez. "A coisa mais reveladora de seu caráter foi como ele lidou com o desapontamento de não correr pela Renault depois de três anos testando com eles na Fórmula 1. Em vez de ficar por aí sentindo pena de si mesmo, ele voltou para a Argentina e dominou a cena local, vencendo 38 corridas e três campeonatos". Só um detalhe: foram três títulos de turismo, não fórmula.

Enfim, o problema não é o tal do Pechito -- cujo nome soa mal demais em português, aliás. Ele, ao menos, conhece a F1. Levou dinheiro para a equipe, inclusive do governo argentino, segundo consta. O problema é a estrutura duvidosa da USF1. O problema pode ser a Campos Meta de Bruno Senna, também.

(Aguardamos ansiosamente as cenas que desvelaremos dos próximos capítulos.)

DETALHANDO... Aqui está o link da reportagem do Clarin de sexta-feira, em que foram reveladas mais informações sobre a negociação.

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Duas histórias sobre Lucas di Grassi na Fórmula 1 e fora dela

História 1: "Lucas preferiu Virgin a outras equipes novatas, inclusive Campos, de Bruno Senna"

Adotando uma postura semelhante à da Campos, de trazer um representante do time ao Brasil para estreitar o relacionamento com anunciantes e mídia locais, a Virgin fez o "anúncio brasileiro" de Lucas di Grassi nesta quinta. Muito menos descolada do que aquela apresentada por Jake "I'm the coolest" Humphrey, da BBC, e com muito mais foco na patrocinadora. O patrocínio da Unilever conseguido por Lucas na última temporada foi estendido para o time e a marca Clear estampará todo o material da Virgin -- ponto para Lucas na disputa por mercado não só brasileiro, mas mundial.

Neste nicho, aliás, haverá uma briga boa entre Bruno Senna e di Grassi. O primeiro, entra basicamente com o sobrenome. O segundo tem a marca Virgin por trás, na qual Lucas confia piamente para conseguir verba, espaço e um carro razoável. O piloto revelou ter conversado com Adrian Campos, também. O discurso adotado por Lucas dá a entender que a escolha foi mais dele do que dos chefes de cada uma das duas equipes, Campos e Virgin.

  

Um resumo que precede a primeira história: Os funcionários da Renault ficaram sabendo na sexta-feira passada, mas foi só nesta semana que a equipe anunciou a venda de 75% das ações para um grupo de investimento luxemburguês, que vai operar o time ainda sob a marca da montadora francesa, ao menos em 2010*. Na mesma sexta, sabendo disso e tendo fechado com a Virgin Racing, Lucas di Grassi fez uma aparição desajeitada no Globo Esporte, edição de São Paulo, para anunciar que estaria na Fórmula 1 no ano que vem, mas sem dizer o nome do time. No entanto, quando entrou na edição do Rio de Janeiro através de um link, o GC dizia: "Lucas di Grassi - piloto da Virgin". Àquela altura, a informação do acerto já corria por aí e era aguardado apenas o anúncio oficial. 

História 2: "Lucas di Grassi planeja investir na categoria mais 'de base' do automobilismo: o kart"
GP do Brasil de 2009. Lucas faz uma aparição rápida no grid de largada e aproveita para conversar com o ministro do Esporte, Orlando Silva. O assunto era este:

  

Se em alguns meses você ler por aí algo como: "Seguindo os passos de Felipe Massa, que apadrinhou a Formula Future Fiat e o Trofeo Linea, Lucas di Grassi blablabla kart blablabla...", saiba que a ideia de Lucas não é assim tão recente. Mas só agora, com a exposição na Fórmula 1, pode conseguir transformar os planos em ações. 

A própria Formula Future ainda gera desconfianças: estamos em dezembro e não há lista fechada de pilotos ou datas -- nem site oficial tem (ao menos algum que o Google tenha me mostrado). No entanto, é preciso que algo seja feito em se tratando de base no Brasil, esquecida há tempos -- ainda que seja para errar no começo e corrigir aos poucos, embora haja gente no mercado com know-how suficiente para que isso não precise acontecer. A ideia de um campeonato com karts iguais, então, é boa demais. Que seja, de fato, levada a cabo.

 

*Releases de Renault e Genii

Atentem para a equipe francesa comemorando a "permanência" na Fórmula 1. Até quando, mesmo?

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Campos Meta, Bruno Senna e o ataque ao mercado brasileiro

Foi positiva a impressão passada pelo ex-piloto de Fórmula 1, atual chefe de equipe, Adrián Campos no almoço desta quinta-feira. Ele está empolgado com Bruno Senna, já abandonou o objetivo de ser apenas o melhor time dos novatos por acreditar que pode competir com equipes que correram em 2009, e aposta na Rússia (Vitaly Petrov?), na Venezuela (Pastor Maldonado?) ou na Espanha (Pedro de la Rosa?) para completar o orçamento.

Ficou claro que a Campos ainda enfrenta uma série de dificuldades principalmente no que diz respeito a aporte financeiro, mas ficou explícito também que o mercado brasileiro está sendo atacado com uma certa agressividade -- afinal, eles fecharam com Bruno Senna.

Os motores Cosworth foram homologados na FIA para dois combustíveis, sendo um deles o da Petrobrás. E a Campos vai atrás disto.

Contando não se sabe qual história para a FIA, já que não podia justificar numeração com patrocínio, a Campos conseguiu o carro 21 para Bruno Senna. A Embratel é patrocinadora pessoal do piloto, mas pode ser do time também. E a Campos vai atrás disto.

Adrián confirmou o que Bruno já havia dito por aqui (ouça no post anterior): que dois compatriotas na mesma escuderia, nem pensar enquanto ele for o chefe.

Há um mês, segundo Adrián Campos, o CEO da Meta, Enrique Rodríguez de Castro, está no Brasil negociando contratos. A Meta é uma espécie de Traffic: empresa que gerencia carreira de atletas, negocia direitos comerciais, etc. No entanto, no caso da Campos, a parceria é maior: a Meta é um dos três acionistas, sendo Adrián e o presidente da equipe os outros dois.

Este post vai ao ar com dois áudios: o de Adrián Campos em entrevista a mim, Luis Fernando Ramos e Celso Miranda; e o de Bruno Senna, capítulo à parte (as fotos são de Carsten Horst e Flávio Gomes). Vamos a ele, então.

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O áudio de Bruno Senna publicado aqui foi captado com o gravador durante o streaming de vídeo que fizemos direto do restaurante. Bruno foi atencioso e respondeu às perguntas de quem entrou na sala de chat para participar. Foi muito legal, também, a hora em que Bruno levou Lito Cavalcanti para a frente do netbook e explicou a ele o que se passava. Quando o pessoal do chat reconheceu o Lito, começou a mandar perguntas e ele ficou um bom tempo ali, respondendo a tudo, enquanto o Bruno dava entrevista de um lado e eu gravava com o Adrián Campos do outro. Foi uma experiência muito boa. Passaram pelo vídeo também Flávio Gomes, Fábio Seixas, Reginaldo Leme, Carsten Horst, Felipe Motta, Ivan Moré, Ico, Celso Miranda, Márcio Fonseca, etc. É pena que foi a primeira vez e esqueci de apertar o botão "gravar". Mas haverá outras! Assim esperamos.

  

  

   

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Bruno Senna: busca da Campos por patrocínio pode afastar Piquet do time

  

Esta entrevista foi feita há pouco com Bruno Senna, pelas rádios CBN e Globo, quando ele chegava à entrega do prêmio Capacete de Ouro. No final, Bruno fala sobre a possibilidade de correr ao lado de Nelsinho Piquet. Segundo o que ele entende do padrão de ação da Campos, ter dois brasileiros no time reduz o leque de opções para patrocínio, o que dificulta o negócio.

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