Posterous theme by Cory Watilo

TAGS: Brawn GP

Time inglês x time alemão x time latino

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Esta foto foi tirada da capa do site do jornal britânico Guardian, onde foi publicada por volta das 20h de hoje, no horário de Brasília, sob o título: "Button agrees to join McLaren" (Button concorda em se unir à McLaren).

Segundo o Guardian, o acordo seria de £18 milhões por três anos de contrato, algo em torno de R$17 milhões a cada ano, metade do que leva Lewis Hamilton, mas o dobro do que recebeu da Brawn GP em 2009. Button chamou a atenção da imprensa para a possibilidade de acerto depois de ter visitado a fábrica da McLaren na sexta-feira. O anúncio feito hoje pela Mercedes de compra da Brawn GP teria feito com que Button apressasse sua decisão por entender que a montadora alemã teria interesse em formar um time de conterrâneos, preferivelmente, algo que deve conseguir com Nico Rosberg e Nick Heidfeld.

Se tudo se confirmar, a Fórmula 1 terá, em 2010, ao menos uma equipe totalmente inglesa: a McLaren de Button e Hamilton; uma alemã: a ex-Brawn, atual Mercedes GP com Rosberg e Heidfeld; e uma latina: a italiana Ferrari com o espanhol Alonso e o brasileiro Massa.

(O pequeno detalhe é que a Mercedes continuará, a princípio, baseada em Brackley, na Inglaterra, com um chefe inglês que é Ross Brawn.)

Numa análise rápida, rasteira e imediatista, o time mais forte é a McLaren por um simples cálculo: seria a única a contar com dois campeões mundiais. Além disso, a imprensa inglesa faz questão de frisar que o time teria condições de ter dois carros no mesmo nível para promover uma disputa interna justa e ser competitiva em relação ao resto do grid. Mas papai Anthony e filhinho Lewis são bem espertos, estão em casa, e não se sabe até que ponto deixariam o caminho assim, tão livre, para a concorrência. Hamilton é mais ousado; Button, do tipo técnico.

Felipe Massa parece mole, mas não é. Ao menos nos bastidores, não tão longe assim dos "relações públicas" da Ferrari, andou dando alfinetadas no novo colega. Disse que Alonso terá que entender que ele está lá há mais tempo, deu aquela declaração que obrigou os dois a posarem sorridentes para fotos no GP do Brasil, a de que "era óbvio que Alonso sabia da armação com Nelsinho Piquet no GP de Cingapura do ano passado" -- o que de fato É óbvio. Massa tem ainda o apoio de Michael Schumacher, que o chamou de "irmãozinho" numa entrevista a veículos brasileiros em agosto.

A nova Mercedes GP é que, teoricamente, começa por baixo depois de ter conquistado os títulos de pilotos e construtores em 2009, com dois nomes de pouco sucesso até hoje. Mas, se voltarmos no tempo, começou por baixo também esta temporada: com um piloto recém-saído do fundão da tabela e outro quase aposentado. Sendo assim, é bom não concluir nada antes de ver o trabalho de Ross Brawn na pista após a confirmação de quem ocupará os cockpits.

Mais um GP do Brasil, mais uma decisão. E um perfil de Jenson Button (#F1)

E tudo em áudio. Mas prometo que o blog voltará a ser um texto-blog e não só um áudio-blog na semana que segue!

O final de semana foi intenso. E tudo o que aconteceu no sábado, aconteceu ao contrário no domingo. Jenson Button é campeão mundial junto com a Brawn, campeã de Construtores. Ambos, títulos merecidos por conta de trabalhos talvez sem brilho, mas consistentes.

O perfil de Jenson Button foi ao ar nas rádios Globo e CBN durante a transmissão, antes da corrida, que foi a penúltima etapa do campeonato de Fórmula 1.