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#Palmeiras se revolta com a Folha de S.Paulo

Estou mandando este post do celular e é possível que ele fique um tanto desfigurado. Mas vamos lá.

Acabamos de receber o e-mail que você lerá em seguida da assessoria de imprensa do Palmeiras. Estão revoltados com o jornalista Rodrigo Mattos, autor desta reportagem, que costuma colaborar com o Painel da Folha na editoria de Esporte. Este, geralmente assinado por Eduardo Arruda.

Recentemente, o técnico Antonio Carlos chamou Danilo em sua sala para repreendê-lo por causa de uma nota dada no Painel que dizia que o zagueiro era suspeito de tentar derrubar o treinador porque tem o mesmo empresário de Muricy Ramalho. Danilo ficou enraivecido, para não dizer outra coisa, por ter que se explicar sobre algo que ele garante nem de longe acontecer.

No ano passado, foi o treinador de goleiros Cantarele quem chamou Marcos e Bruno a justificar uma outra informação do tipo.

Os fatos são estes. Não posso falar, assim de bate-e-pronto e sem apuração, da experiência de outros clubes com a coluna. Mas vou falar o que penso que se pode tirar disso.

Cabe aqui uma discussão sempre válida sobre jornalismo. Não conheço pessoalmente nenhum dos responsáveis pelo Painel, jamais os encontrei na rua, não sei que cara têm, se são moleques ou jornalistas experientes. Por isso, a observação é desprovida deste tipo de julgamento, é baseada no que se pode ler.

Inflar fofocas de bastidores, se basear só em falas de dirigentes e oposicionistas ouvidas ao telefone (ou em um almoço aqui e outro lá) não é algo que possa ser chamado de apuração. Mas como já disse, não os conheço e, portanto, não posso dizer se fazer jornalismo foi algum dia sua intenção.

Nota Oficial: Só Folha cogita renúncia de Belluzzo, e parte para sensacionalismo

Um jornal que se diz o melhor do Brasil deveria dar mais atenção quanto a seu conteúdo e primar pela informação, como por exemplo ouvir o personagem principal de um fato, como reza seu manual, e tomar muito cuidado quando um repórter resolve fazer sensacionalismo.

Na edição deste domingo (28) da Folha de S.Paulo, o jornalista Rodrigo Mattos deu o seguinte título sobre o empate com o Mirassol:

"Palmeiras patina de novo, e Belluzzo cogita renunciar"

Vamos reproduzir as aspas do presidente Belluzzo (retiradas de duas entrevistas a duas rádios de São Paulo e a ESPN) escritas pela Folha:

"Se algumas coisas não dão certo, acho que não iria prejudicar a instituição (com a saída). Sei da minha capacidade, mas você pensa em sair. Mas, se tenho meus motivos pessoais, sei que tenho que continuar no cargo. Não posso me afastar das pessoas".

Onde está que o presidente cogita sair, caro internauta? Belluzzo deixa claro como é difícil dirigir um grande clube, que por vezes até tem vontade de sair de largar o cargo, PENSA EM SAIR, mas sabe que tem "...que continuar no caro. Não posso me afastar das pessoas", como diz a própria Folha.

  Puro sensacionalismo. O jornalista sequer se deu ao trabalho de procurar o presidente Belluzzo para falar sobre a tal renúncia. Bastaria um único telefonema.

Mas o repórter se deu por satisfeito ao interpretar o que quis sobre as entrevistas do presidente Belluzzo às rádios.

Não quis ouvi-lo, talvez, porque sabia que jamais ouviria dele que cogitava renunciar ao cargo.

Os demais meios de comunicação deram destaques para as balas de revólver enviadas anonima e covardemente ao presidente Belluzzo. Nenhum deles fez a leitura que o presidente poderia, cogitava, ameaçava, seja lá qual verbo que a Folha queira empregar, renunciar.

Lamentável.

Talvez o problema tenha sido o fato de que o autor da matéria não cobre o clube no seu dia-a-dia. Eis a prova. Descrevendo o empate contra o Mirassol, o repórter diz:

"...Era um time de jovens da divisão de base. A exceção era Cleiton Xavier". Ou seja, Marcos, Léo, Edinho, Pierre, Márcio Araújo e Robert acabaram de subir das categorias de base. Quem lê a Folha deve imaginar que no Palmeiras são todos loucos, afinal, Marcos, com 36 anos, só agora subiu da base para o time principal.

É esse jornalismo que nos querem fazer crer que é o melhor do Brasil?

Com certeza não, pelo menos em relação ao caderno de esportes.

Por fim, a palavra de Belluzzo sobre a matéria da Folha: "Não se pode dar uma manchete, um título, diferente do diz a reportagem. Esse tipo de jornalismo é condenado no manual da própria Folha".


Assessoria de Imprensa

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